{"id":34,"date":"2025-08-15T19:23:50","date_gmt":"2025-08-15T19:23:50","guid":{"rendered":"http:\/\/abrabrics.org\/?p=34"},"modified":"2025-08-22T18:29:15","modified_gmt":"2025-08-22T18:29:15","slug":"mais-do-que-integracao-dos-governos-a-integracao-dos-povos-comeca-o-conselho-popular-do-brics","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrabrics.org\/site\/mais-do-que-integracao-dos-governos-a-integracao-dos-povos-comeca-o-conselho-popular-do-brics\/","title":{"rendered":"\u201cMais do que integra\u00e7\u00e3o dos governos, a integra\u00e7\u00e3o dos povos\u201d: come\u00e7a o Conselho Popular do BRICS"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Teve in\u00edcio na manh\u00e3 desta sexta (04), no Teatro Carlos Gomes, Rio de Janeiro, a Sess\u00e3o Especial do Conselho Popular do BRICS. A abertura contou com autoridades brasileiras e internacionais, enfatizando aos debates sobre o Conselho, desafios e alternativas do Sul Global no evento que \u00e9 um marco na luta por um BRICS popular, democr\u00e1tico e enraizado na soberania dos povos.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordena\u00e7\u00e3o ficou a cargo de Judite Santos, membro do Conselho Popular do BRICS, da Alba Movimentos e militante do Movimento Sem Terra. Ela iniciou a sess\u00e3o cumprimentando os convidados e demais membros do Conselho presentes, incluindo os conselheiros Mohammed Admed Huseen (Eti\u00f3pia); Ah Maftuchan (Indon\u00e9sia); Elena Pryskina e Victoria Panova (R\u00fassia); Raymond Shillboy (\u00c1frica do Sul), e do Brasil, nas figuras de Rita Coitinho, Marco Fernandes e F\u00e1bio Mielniczuk.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e9rgio Medeiros, gestor do Teatro Carlos Gomes, foi o primeiro a se apresentar, fazendo uma breve introdu\u00e7\u00e3o do teatro que cont\u00e9m 153 anos de hist\u00f3ria, um dos mais simb\u00f3licos e hist\u00f3ricos polos culturais do pa\u00eds. Em seguida, Elias Jabbour, Presidente do Instituto Pereira Bastos, falou em nome do Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e sublinhou o papel da cidade ao sediar mais um encontro de lideran\u00e7as, assim como Olimp\u00edadas de 2016, G20, e sugerindo que o Rio se torne a capital mundial do BRICS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, a vereadora do Rio de Janeiro, Ma\u00edra do MST enfatizou o grande triunfo da reuni\u00e3o: a participa\u00e7\u00e3o popular nas agendas pol\u00edticas. Para ela, isso possui \u201crelev\u00e2ncia estrat\u00e9gica diante do compromisso com a soberania entre os povos\u201d. Ma\u00edra apontou o enfrentamento \u00e0 fome e a defesa do meio ambiente como eixos fundamentais para as discuss\u00f5es dos pr\u00f3ximos dias, encerrando sua fala com um apelo global pelo fim do genoc\u00eddio do povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/6B1E6D89-213C-4485-8DE1-196263BA6500-Marina-901x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-282839\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Deputada Marina do MST. Foto: Priscila Ramos<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a deputada estadual do Rio de Janeiro, Marina do MST frisou a import\u00e2ncia do processo dos movimentos sociais, especialmente nos grupos de trabalho que discutiram temas como ecologia e \u201cuma sa\u00fade p\u00fablica e global para todos os povos\u201d. Ela mencionou o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) como um sistema que, mesmo com limita\u00e7\u00f5es, \u201cpode ensinar muito aos pa\u00edses do mundo\u201d. Por fim, fez refer\u00eancia ao Plebiscito Popular lan\u00e7ado esta semana por movimentos populares e sociais no Brasil, abordando a taxa\u00e7\u00e3o dos \u201csuper ricos\u201d e o fim da escala 6\u00d71.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas Barbosa, representante do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores\/Brasil, destacou o esfor\u00e7o recente pela aproxima\u00e7\u00e3o de di\u00e1logo do governo com a sociedade civil. Ele fez uma retrospectiva dos diversos processos que o Governo Brasileiro tem empreendido para a consolida\u00e7\u00e3o e capilariza\u00e7\u00e3o dos ponto, remetendo \u00e0 uma fala de Jo\u00e3o Pedro Stedile na reuni\u00e3o de abril, quando o dirigente nacional do MST exp\u00f4s a necessidade de apresentar o multilateralismo de ideias e conceitos. Barbosa tamb\u00e9m trouxe tr\u00eas chaves principais que Stedile apontou, como a preocupa\u00e7\u00e3o com as finan\u00e7as clim\u00e1ticas; intelig\u00eancia artificial e sua aplica\u00e7\u00e3o para o mercado e discurso narrativo do capitalismo e imperialismo; e a sa\u00fade, relacionada a cuidados, preven\u00e7\u00e3o e meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Antonio de Freitas, do Minist\u00e9rio da Fazenda, anunciou importantes entregas que o Minist\u00e9rio tem pautado, em especial a taxa\u00e7\u00e3o dos super-ricos, o financiamento ambiental e a reformula\u00e7\u00e3o de proposi\u00e7\u00f5es do FMI. Do ponto de vista da geopol\u00edtica, ele avaliou que \u201cvivemos em um momento conturbado e delicado\u201d, mencionando o genoc\u00eddio do povo palestino, a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, e outros conflitos internos e entre pa\u00edses nos continentes Africano e da Am\u00e9rica Latina. Em contrapartida, Freitas chama para a \u201ccomplexidade de um grupo de pa\u00edses como o BRICS, embora seja um desafio, pode ser tamb\u00e9m uma troca de saberes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1C5C3D2B-91E6-4AEF-9D9A-366031CA814F-1024x683.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-282837\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Priscila Ramos<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Sess\u00e3o Especial do Conselho Popular do BRICS contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o de M\u00e1rcio Macedo, Ministro da Secretaria Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, que iniciou sua fala enfatizando a import\u00e2ncia pol\u00edtica, geogr\u00e1fica, econ\u00f4mica e humanista dos pa\u00edses membros do BRICS. Macedo destacou que o Conselho Popular \u00e9 uma iniciativa que \u201cpromete dar voz e espa\u00e7o para diferentes pa\u00edses em um momento muito delicado da hist\u00f3ria da humanidade, onde somos colocados \u00e0 prova por movimentos que buscam transformar pessoas em algoritmos; em que super-ricos financiam a extrema direita e o fascismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro, a organiza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses do BRICS pode oferecer uma resposta a esses movimentos que tentam deturpar valores civilizat\u00f3rios. \u201cAcredito, inclusive, que os BRICS podem dar um passo a mais ao fazer a integra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica para al\u00e9m dos governos, mas a integra\u00e7\u00e3o dos povos\u201d, afirmou. Ele ressaltou que esse processo n\u00e3o vir\u00e1 do \u201cbrilhantismo ou consci\u00eancia de um governante\u201d, mas sim da participa\u00e7\u00e3o social, citando como exemplo o F\u00f3rum Social do G20, tamb\u00e9m realizado no Rio de Janeiro em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Victoria Panova, representante da R\u00fassia no Conselho Popular do BRICS, encerrou a mesa de abertura abordando a luta dos povos e as a\u00e7\u00f5es que essa aproxima\u00e7\u00e3o pode gerar, n\u00e3o apenas em palavras, mas para a base desses pa\u00edses \u2013 o que significa que os debates tendem a impactar diretamente a popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses de maiorias globais, ou como chamamos mais popularmente, o Sul Global. Fazendo uma retrospectiva do Conselho, ela lembrou que, em 2015, quando a proposta foi lan\u00e7ada, \u201cmuitos n\u00e3o levavam a s\u00e9rio e desacreditavam na continuidade\u201d. No entanto, comemorou, \u201cneste sentido, nos tornamos melhores e maiores nestes dez anos, garantindo projetos socialmente vitais e vi\u00e1veis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/91241E4D-1487-466E-B17B-20915AB87811-1024x683.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-282838\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Priscila Ramos<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por fim, Panova pontuou os mecanismos de coopera\u00e7\u00e3o desenvolvidos para que as demandas sejam levadas \u00e0s lideran\u00e7as, assegurando n\u00e3o apenas discuss\u00f5es, mas tamb\u00e9m a garantia de recursos para avan\u00e7ar ainda mais nessas estrat\u00e9gias.<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o do Conselho Popular do BRICS prossegue com a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil e de importantes institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e pol\u00edticas, reunindo um espectro diversificado de organiza\u00e7\u00f5es. Est\u00e3o presentes entidades focadas em direitos humanos, como a ABJD (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Juristas pela Democracia) e o Instituto Eq\u00fcit (g\u00eanero, economia e cidadania global), al\u00e9m de movimentos sociais como o MTST e o MST. A presen\u00e7a da CUT\/Federal-RJ e da FUP garante a voz sindical, enquanto o GEBRICS \u2013 USP e o Laborat\u00f3rio de Geopol\u00edtica da USP-GEOPO contribuem com o olhar acad\u00eamico. A dimens\u00e3o internacional \u00e9 refor\u00e7ada pela Embaixada da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela no Brasil e pelo Instituto Sim\u00f3n Bol\u00edvar. Tamb\u00e9m foi sinalizada a presen\u00e7a de representantes da AIP, MNPR\/RJ, MAM, CEBRAPAZ, RNMP, MMM, Minist\u00e9rio da Fazenda BR, Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Plataforma Socioambiental\/BRICS Policy Center e Brics Arts Association.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Fernanda Alc\u00e2ntara<br>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>*Editado por Solange Engelmann<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teve in\u00edcio na manh\u00e3 desta sexta (04), no Teatro Carlos Gomes, Rio de Janeiro, a Sess\u00e3o Especial do Conselho Popular do BRICS. 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